como eu não escrevo mais nada aqui, brindo-vos com um texto enviado pelo caro amigo marko markovic (pseudônimo):
O sujeito está em casa. No dia que se passou, ignorou os emails dos amigos, que convidavam a um poker.
Uma jogatina. Um ambiente de viciados, onde a curva da fumaça dos cigarros finge uma sensualidade prometida que nunca se cumpriu. Apenas a fumaça continua lá, indicando que suas cartas não estão lá essas coisas. Quando as cartas vêm então aí sim que é hora de acender um cigarro. Senão "eles" vão perceber o seu jogo. Claro, se vc for um ser evoluído pra quem a nicotina não significa absolutamente nada, poderia ter pulado todo esse parágrafo. Mas eu não avisei, esqueci.
O carinha tá lá, em casa, e pensa: o pior já passou. Me livrei do poker. Aquilo me faz mal. Eu que tô gripadão, não poderia encarar aquele ambiente poluído. Vou ouvir meus vinis e assim evolverei espiritualmente da realidade mundana que rege toda essa corja do jornalismo paulistano.
O carinha vai lá, na cozinha, e pensa: Ah, um bom vinho. Um bom vinho e uma boa música, autêntica, de vinil. Rodeado de vinho e vinil, nada pode dar errado. Hahaha, um erro. Antes do vinho, no armário, por um erro de logística, há um suco. Uma merda de um suco. Uma merda de um suco, socialista e ideologista. Evoluído ao extremo. O suco de soja, sustentável e ecologicamente correto precisa ser retirado, antes que se consiga alcançar a garrafa de Benjamin Nieto Senetiner Cabernet Sauvignon. Argentina. Eva Perón. Maradona. Cocaína. Gripe suína. Ou porcina, que seja. Gripe do Maradona, da Viúva Porcina. Claro, pois não. Saia já daí, suco de soja. Já.
Como num ímpeto, algo como uma exigência de classe trabalhística, o suco de soja socialista se exalta. "Ah, se eu vou me foder, vc vai junto". Essas palavras foram dirigidas ao inocente suco de trigo alemão, comercialmente indelével, o desejado Weissbier. "Oh, scheisse, o que eu tenho a ver com essa merrrrda?" O passado socialista da Alemanha. O Muro de Berlin. Que aprendizado as populações tiram disso tudo?
Caiu o infeliz do muro, vc, suco de trigo fermentado e importado, caríssimo, quem é vc? Vai cair tb. No chão. Na chón, como já disseram por aí.
Fedeu, a cozinha ficou com o triste odor da Weissbier, que eu tinha comprado no Wal-Mart e pensado: vou guardar no armário. Não preciso por na geladeira, o dia que quiser eu ponho na geladeira e tomo. Já era. Ou como diriam no Rio, já é.
Já é não. Já era. Moral da história: cerveja alemã é tomada SIM, gelada. Toma se trincando. A cerveja desce com se fossem flocos de neve caindo delicadamente em seu estômago. Cair no chão dá tristeza. Cair no chão é como mulher que não se comeu. Merda de suco socialista.
lembrei dessa: há alguns anos, ouvi de canto de orelha uma conversa de dois caras sobre o tema "as crianças não sabem de nada". um deles contou que seu filho viu um negro, artista de rua, mandando ver num moonwalker, e falou: "olha que viagem, pai, esse negão querendo ser o michael jackson". para ele, michael nascera tão branco quanto o mármore que logo mais estará cravado acima de sua cabeça.
pra completar, suposta frase do paulo francis que alguém jogou hoje no twitter: "só na américa um menino preto e pobre pode se transformar numa mulher branca e rica".
Como uma pequena editora convenceu dois laboratórios e uma rede de farmácias a participarem do lançamento de uma revista sobre bem-estar que no primeiro ano vendeu 700 mil exemplares e gerou R$ 1,6 milhão para a luta contra o câncer infantil
Por Françoise Terzian
Se você fosse o gestor de uma empresa doadora do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), instituição sem fins lucrativos dedicada ao tratamento e à pesquisa do câncer infanto-juvenil, destinaria sua verba para dois jovens de 27 e 28 anos com a mirabolante promessa de multiplicar o dinheiro recebido? Os laboratórios farmacêuticos Biolab e União Química decidiram que sim. Apoiaram a criação de uma revista de cunho social focada em reportagens sobre felicidade e prazeres simples da vida. Idealizada pelo administrador de empresas Rodrigo Pipponzi, de 28 anos, e a jornalista Roberta Faria, de 27, fundadores da Editora MOL, a revista Sorria é o resultado da união de um produto editorial a um projeto de responsabilidade social.
O modelo de negócios, totalmente sustentável, baseia-se numa espécie de corrente do bem. A partir da integração de uma cadeia, a revista bimestral Sorria é vendida sem passar pela banca de jornal, o tradicional ponto de venda desse mercado. Por causa do alto custo de distribuição, que inviabilizaria o projeto, a estratégia da MOL foi vendê-la no caixa da quinta maior rede de farmácias do Brasil.
Desde o ano passado, a revista é comercializada por R$ 2,50 nas 250 unidades da Droga Raia, nas regiões Sul e Sudeste do país. Sem celebridade na capa ou furo de reportagem, sua tiragem, de 119 mil exemplares, esgotou nas seis primeiras edições. O valor integral arrecadado, descontado os 11% de impostos, é revertido para o Graacc. Até o início de maio, a editora já tinha vendido cerca de 700 mil exemplares da Sorria e repassado ao Graacc quase R$ 1,6 milhão.
Com a Sorria, a Editora MOL tornou-se a segunda maior fonte de arrecadação do Graacc, atrás apenas do McDonald’s, com o McDia Feliz, campanha realizada sempre no último sábado de agosto, quando o total arrecadado com a venda do sanduíche Big Mac é revertido à instituição. O repasse gerado pela Sorria vai ajudar na construção de um segundo hospital pelo Graacc.
A elevada circulação pode ser explicada pelo lado social, mas não apenas isso. A Sorria é uma publicação bem pensada. Em 52 páginas, trata de temas como o amor, o tempo e a família de forma divertida e curiosa. “A publicação tem um sentido social maior do que só pagar as contas”, afirma Roberta Faria, diretora-editorial da MOL.
Criar negócios que geram lucro e um impacto social positivo é o grande desafio do setor 2,5, a nova denominação para o empreendedorismo social sustentável e lucrativo. A Editora MOL parece ter conseguido descobrir uma ótima fórmula para esse tipo de negócio. Diferentemente da maioria das revistas tradicionais, que se sustentam com a venda de publicidade e a receita proveniente das bancas, a Sorria trabalha com cotistas (os laboratórios Biolab e União Química, até o momento), que patrocinam sua produção. Para Rodrigo Pipponzi, diretor-executivo da editora, o modelo de parceria ganha-ganha é o que faz da revista um sucesso.
A Droga Raia é responsável pela logística de distribuição e pela força de vendas. Sua aposta na causa não envolve dinheiro, mas o papel da rede foi fundamental para a aceitação da revista, que é exposta nos caixas de suas lojas. Antes de começar a vendê-la, a rede de drogarias apresentou o conceito da publicação a todos os funcionários em um evento interno, em que se falou também sobre a importância do Graacc. Depois, produziu uma cartilha e treinou os atendentes que trabalham nos caixas a apresentarem a publicação aos clientes, além de ceder espaço e gerenciar as vendas nas unidades. O interior e o litoral de São Paulo são hoje os maiores consumidores da Sorria.
O Graacc, por sua vez, tem na revista uma nova fonte de recursos e também mais um reforço para sua marca. “Esse formato demonstra a evolução do processo de filantropia no país”, diz o médico Antonio Sergio Petrilli, superintendente-geral do Graacc.
Projeto transformador
“A revista é pautada por prazeres do cotidiano e histórias de vida inspiradoras, temas capazes de atrair públicos diferentes”, diz Roberta. Segundo ela, cinco a cada seis clientes que efetivam uma compra na Droga Raia levam um exemplar para casa. Por dia, a rede de farmácias vende, em média, 2 mil exemplares da Sorria. As primeiras seis edições tiveram esgotada a tiragem de 119 mil exemplares. Em seu segundo ano, com a ampliação da rede (foram inauguradas 63 lojas em 2008), a tiragem da revista saltou para 140 mil exemplares.
Para chegar ao estágio atual, os jovens empreendedores da MOL tiveram de costurar várias parcerias. Pipponzi, o responsável pela formatação do modelo de negócios da Sorria, teve a ideia ao observar que a revista social anterior vendida pela Droga Raia tinha boa saída. Porém, a publicação, feita por outra editora e vendida a R$ 1 (com verba integral revertida a uma casa de idosos), fechou na segunda edição. “O formato não estava legal e o conteúdo não era bacana”, afirma Maria Augusta Sardinha, coordenadora de comunicação da Droga Raia. Ao abraçar a proposta de Pipponzi, ela diz que a Droga Raia saiu do assistencialismo para entrar em um projeto real e transformador.
Com o ponto de vendas definido, o novo desafio da MOL era conseguir convencer os doadores do Graacc a redirecionar sua verba. Foi neste momento que o médico Petrilli entrou em ação. Ele participou das reuniões com os patrocinadores, para assegurar a seriedade do projeto e a qualidade do trabalho executado pela editora. “O entusiasmo do Rodrigo e a seriedade do Graacc me convenceram”, afirma Cleiton de Castro Marques, presidente do Biolab. Mensalmente, o laboratório farmacêutico destina 5% do faturamento de sua linha de produtos pediátricos a sete entidades que tratam do câncer infantil, entre elas o Graacc.
O grande teste foi ver como a revista se comportaria. O receio de uma baixa aceitação inicial fez com que a MOL optasse por não relacionar a sobrevivência da publicação a anúncios, mas sim a patrocinadores. Hoje, de todos os produtos que a editora faz – revistas institucionais, conteúdo customizado e publieditorias –, a Sorria é o de maior visibilidade. O custo de produção de cada edição gira em torno de R$ 140 mil, pagos pelos patrocinadores. Com a ampliação da tiragem, esse valor subirá para R$ 200 mil. A editora não trabalha de graça e já pensa em crescer no mercado. Com 21 funcionários, a MOL produz nove revistas, sendo oito corporativas. Em 2008, faturou R$ 1,8 milhão, montante que deve crescer 15% neste ano.
A boa aceitação da revista social mostrou que esse é um modelo de negócios que pode ser replicado para outros varejistas – o que motivou a MOL a trabalhar no projeto de três novas revistas com lucro revertido, duas na área social e uma na cultural. As novas publicações encontram-se em processo de negociação, com previsão de lançamento entre o segundo semestre deste ano e o primeiro de 2010.
Segundo afirma Roberta, o negócio da MOL segue os preceitos sugeridos por Muhammad Yunus, o economista e banqueiro de Bangladesh, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que lançou o conceito de microcrédito ao emprestar dinheiro às camadas mais pobres da população de seu país. “Yunus costuma dizer que podemos criar uma alternativa poderosa para o desenvolvimento global: um setor privado movido pela consciência social”, diz Roberta.
Desde janeiro, a Sorria vem sendo auditada pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC). Para Pipponzi, a filiação ao instituto e a volumosa tiragem vão colocar a revista no radar das agências de propaganda e dos anunciantes, o que deve aumentar a arrecadação. Hoje, a tiragem superior a 100 mil exemplares por edição já coloca a Sorria entre as 40 maiores revistas do país.
o ótimo estantevirtual acabou de lançar uma promoção massa: você leva seus livros velhos em sebos credenciados e troca por créditos para usar no site. mais detalhes aqui.
"The evolutionary answer seems to be that there is a tradeoff between the ability to learn and imagine—which is our great evolutionary advantage as a species—and our ability to apply what we’ve learned and put it to use. So one of the ideas in the book is that children are like the R&D department of the human species. They’re the ones who are always learning about the world. But if you’re always learning, imagining, and finding out, you need a kind of freedom that you don’t have if you’re actually making things happen in the world. And when you’re making things happen, it helps if those actions are based on all of the things you have learned and imagined. The way that evolution seems to have solved this problem is by giving us this period of childhood where we don’t have to do anything, where we are completely useless. We’re free to explore the physical world, as well as possible worlds through imaginative play. And when we’re adults, we can use that information to actually change the world."
finalmente, é possível recarregar o celular pelo próprio celular, via cartão de crédito. pelo menos na tim. é só ligar no *244. como é que isso não existia antes?
eu tinha uma bela graninha me esperando lá no site da nota fiscal paulista. em um clique, dá pra transferir pra conta corrente. mas demora uma semana. quando o crédito acontecer de fato, faço outro post.